Levi Gabriel da Silva
Despedida
Levi Gabriel da Silva
Estudante do Curso Integrado de Edificações do IFPE-Campus Caruaru
Data: 22 de outubro de 2024.
Era um fim de tarde agradável no interior de uma cidade do interior. Um homem voltava de ônibus de mais um dia de trabalho. Ele é recepcionista de uma livraria, tem estatura alta, loiro, pele branca, olhos castanhos, um rosto com um olhar cansado, e roupas bem formais, trabalhava para pagar as contas do hospital em que sua mãe estava internada. Era mais um dia normal, mais um dia que ele voltava de ônibus, pois não tinha transporte próprio, como sempre, passou horas dentro naquele automóvel tumultuado, até enfim chegar na estação.
Agora já era noite, o frio já tomava conta do local, as ruas mal iluminadas pelos postes, casas de aparência antiga e acabada, sinalizavam que a hora do descanso chegava. Caminhando por mais alguns minutos, o recepcionista visualiza sua casa ao longe, era como todas as outras casas na região, de aparência antiga e acabada. O recepcionista chega em frente a sua casa, puxa a maçaneta e adentra sua moradia, era pequeno, com poucos móveis, porém limpo, bem organizado. Ele troca suas roupas, para algo mais casual, e então vai jantar.
Após jantar ele se prepara para ir dormir. Reflete sobre sua vida, e se questiona como as coisas chegaram a esse ponto, se lembrando de todos os seus bons momentos, ele cai no sono, esperando que um dia as coisas melhorem.
Amanhece. Um novo dia. Mas é um dia diferente, é um dia cinza, nesta manhã, ele recebe a pior notícia de sua vida, infelizmente o coração de sua mãe havia parado, ela estava viva apenas pelas máquinas, que estavam exercendo a função de seu coração, mas infelizmente ela não sobreviveria muito tempo. O recepcionista se apressa em direção ao hospital, esquecendo de toda sua rotina, ele chama um taxi, e vai ao hospital.
Chegando como um raio, ele entra apressadamente no local e exige encontrar sua mãe, mas prontamente negado pelos médicos, sua mãe estava em um estado muito crítico para receber visitas. Toda a situação é explicada, os médicos falam que ela precisa de um doador compatível mas falam que encontrar um doador compatível é raro. Os doutores falam, que a única pessoa que pode salvar sua mãe, é ele. Ele pensou, por vários minutos, porque a decisão era extremamente difícil, pois ele ainda desejava viver, havia muitas coisas que ele desejava fazer, muitos sonhos, era muito cedo para ele simplesmente encerrar tudo.
Ele se senta na cadeira do hospital, pensando em tudo que estava acontecendo, devia ou não devia? Viver ou amar? Tudo passava em sua cabeça. Os doutores o avisam,
que ele deveria tomar uma decisão dentro de um dia. Vai pra casa, se afundando em um mar de tristes sentimentos.
Após algumas horas ponderando se deveria ou não, o recepcionista toma sua decisão. Decidido a salvar sua mãe, ele conclui que deve se sacrificar para isto, colocando seu amor em cima do seu desejo de viver. Ele conversa uma última vez com seus poucos amigos, caminha pela cidade como se fosse nada, visitando seus lugares favoritos.
Ao fim do dia, retorna ao hospital com sua decisão. O recepcionista conversa com a recepcionista, e a indica que queria fazer um transplante. O recepcionista já preparado, se dirige a uma cama em uma sala de cirurgias, se deita na cama e entrega uma carta ao cirurgião, dizendo que deveria entregar esta carta para sua mãe, e a entrega. Após alguns momentos, ele enxerga a sua última visão, o cirurgião aplica uma injeção em seu pulso, e aos poucos, sua visão escurece, estranhamente o lugar estava mais frio, e aquela sensação de sono ficava mais forte. Ele se entrega ao sono, fechando os olhos, imagina um último adeus mentalmente.
"Levi Gabriel da Silva" por criadapalavra@gmail.com. Licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0.
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