Trilha de solo arenoso atravessando vegetação arbustiva densa com colinas ao fundo sob céu nublado no Vale do Catimbau, Pernambuco

Uma viagem estressante e animada

Alexsander Mateus Vieira da Silva
Estudante do Curso Integrado de Mecatrônica do IFPE-Campus CaruaruData: 5 de dezembro de 2023.

Dia 28, às 7h da manhã, saímos do Instituto Federal em Caruaru para ir para o Vale do Catimbau, confesso que não estava muito animado e empolgado para chegar no ambiente em si. E, sim, estava muito empolgado para o ônibus, porque ia estar com meus  amigos, me empolguei assim que subi no ônibus, e pensei: “ou isso vai ser muito ruim e estressante ou muito bom”.

Durante o ônibus fomos escutando música, o que foi muito bom, cantei até demais, fiquei rouco. Chegando lá estava  muito calor, nível extremo, já fomos nos  refrescar bebendo muito água e se  preparando para a trilha. Chegando lá, já nos deparamos com uma areia grudenta,  funda parecida com a da praia, e eu que Estava de sapato branco, sofreu um pouco. A estrada era toda essa areia, mas ao mesmo tempo era muito interessante toda  a vegetação, em pensar como algumas plantas sobrevivem, como a maioria das outras parece uma névoa de galhos secos, predominava principalmente os cactos,  lindos, e enormes, que devíamos ter muito cuidado.

Quando fomos subindo a ladeira, já estávamos muito cansados mas a visão de baixo do paredão, valeu muito a pena. Eram paredões enormes de pedras cheio de minerais que, às vezes, pareciam colmeias de abelhas nas pedras. Começamos a brincar de gritar porque pela a altitude dos paredões, eles ecoavam nossas vozes, mas logo em seguida o guia turístico, nos avisou que realmente tinham abelhas naquelas pedras,  especificamente abelhas italianas, cerca de +40 mil delas, que podiam atacar se  sentissem ameaçadas, então nós paramos com bastante medo. Seguimos em caminho  até nos perdemos um pouco, porque o pessoal estava muito a frente, e estávamos no  meio analisando aos poucos, mas logo em seguida conseguimos nos conectar de volta a  trilha e deu tudo certo.

Chegamos na nossa primeira parada, o mirante, vamos dizer assim, lindo, tiramos milhares de fotos. Inclusive minha galeria encheu de fotos. Com a vista linda da  pedra do elefante e pedra do cachorro. Mas logo nos deparamos com uma tempestade vindo em direção ao vale, onde nós estávamos e ficamos um pouco apreensivos. Mas  por causa dos grandes paredões, a circulação do ar faz com que as nuvens as maiorias das vezes sejam deslocadas para o outro lado, e foi isso que aconteceu, ainda levamos  um pouco da chuva, mas foi bom para refrescar.

Após isso, fomos em direção as pinturas rupestres, deixadas por ancestrais e percebemos o como é interessante a relação deles com a natureza: o modo de chamar  os deuses, os significados das pinturas com relação a moradia deles, a caça, a pesca e  principalmente em relação ao tempo, minutos, horas. Outra história também contada  pelos guias, seria que lá a milhares de anos atrás seria um mar, um oceano, oque seria  o motivo de ter uma areia daquele tipo e aquelas pedras que pareciam alguns corais em  seus desenhos. Ficamos por alguns minutos escutando as histórias e em seguida fomos  para a van, oque foi um sacrifício, porque estava muito longe e sempre para voltar é pior. Então, foi bem complicado, mas conseguimos chegar, tomando muita água. Em seguida, fomos com o ônibus até o ateliê, de esculturas de madeira de Luiz Benício, onde  tinha algumas esculturas feitas de madeira, valiosíssimas, feitas a muito tempo e que  ainda estavam em pé, algo magnífico, bonito em alguns sentidos e às vezes assustador.

Na volta no ônibus, fizemos ele de balada e fomos escutando e dançando música até chegar em Caruaru, o que não era esperado, mas por incrível que pareça estávamos com muita energia. Então, por isso, colocamos nossas músicas favoritas e fomos dançando e cantando. Tínhamos duas caixas de som que ficávamos revezando. Sério, foi  um dos melhores momentos da viagem! O clima da turma estava incrível, todos se abraçando cantando, entre outras coisas.

Resumindo, foi muito boa. Valeu muito a pena. Adquirimos vários conhecimentos, sobre essa riqueza que existe no nosso estado e ainda nos reconectou como turma de Mecatrônica 2. Repetiria mil vezes.


"Uma viagem estressante e animada" por Alexsander Mateus Vieira da Silva. Licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0.
O autor retém direitos para publicações comerciais futuras (livros e artigos).

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